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Utilizando métricas de retorno ao investimento em agências digitais
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Acredito que no que tange a mensuração de custos de um projeto, muita coisa já foi ou será criada no intuito de fazer com que nossos processos, evoluam  constantemente. Contudo, uma temática que tenho observado é de retorno ao investimento em projetos de internet, as agências digitais, não consideram seus os custos da mesma forma que os empresários dos demais setores o fazem.

Acreditem amigos,  isto não se trata de um elogio, pois creio que temos muito a aprender com eles.

As Agências Digitais, em um quesito, são inquestionavelmente idênticas, todas elas  são empreendimentos administrados para gerar lucro, operar com custos e executar projetos. Enquanto empresas que são, devem buscar se tornar lucrativas, rentáveis,  interessantes aos olhos dos investidores, colaboradores e clientes.

Uma questão que sempre assombra o administrador destas empresas é a seguinte pergunta : “ Será que em meio a tantas dinâmicas do mercado e tendo em vista as decisões  que tomei, será que mesmo assim minha empresa é lucrativa? Será que a rentabilidade real de meus projetos é satisfatória?”

Dentro das aulas do MBA, tenho testemunhado colegas e profissionais, que como eu, buscam aplicações práticas a toda bagagem teórica que recebemos. Não poderia eu, deixar de tentar encaixar no perfil do meu negócio, tudo que se aplica a um universo de empresas dos demais setores, boas tradições devem ser levadas adiante, refletem o fato de que novos negócios também se solidificam com conhecimentos antigos.

Baseado nisto, arrisquei postar este artigo, sobre como podemos aplicar métricas de retorno de investimento nos projetos  de internet.

Quem pode dizer que em algum momento da vida, não foi a uma loja do comércio e fez uma compra a prazo? Eu tenho boas lembranças da minha época de faculdade, quando a grana era tão curta que a única forma de se adquirir algo, era em suaves e infinitas prestações.

Nenhuma empresa aplica uma lógica diferente em suas operções seja ela de comércio, industria ou serviço, se não for a de capitalização através de juros remuneratórios, não existe ilusão de juros zero, em um momento ou outro da concepção do preço alguém parou para ver como embutir, omitir, repassar e até mesmo aumentar, a carga de juros no valor do produto ou serviço.

Não se trata de simplesmente imputar juros  como uma segunda forma de ganhar dinheiro, mas sim como uma forma de mensurar o posicionamento daquele investimento, enquanto comparado a todos os demais investimentos do mercado. O projeto consome recursos e nem sempre isto se da no mesmo tempo em que a verba é liberada pelo cliente.

A Matemática financeira nos auxilia neste ponto, onde precisamos enxergar o quanto aquele investimento nos valeria se fosse efetuado de forma imediata.

A primeira coisa que precisamos ter em conta, é se o consumo dos recursos do projeto se dá de forma imediata ou se ele se dá a longo prazo.

Supondo que em um projeto se tenha uma receita de R$ 100.000,00, ja aplicada a estratégia de lucratividade, a qual se pretende diluir em um fluxo de caixa em dez pagamentos sucessivos de R$ 10.000,00 por mês, e que o consumo destes recursos e aquisição de materiais ocorram de forma imediata, no primeiro mês do Contrato. Como ter certeza de que este projeto esta bem orçado ?

Primeiramente é preciso achar uma taxa, minimamente atrativa (TMA -  Taxa de Custo Oportunidade). Neste ponto , entram várias questões de estratégia empresarial diferentes. Aqui vou considerar uma, que para mim tem sido extremamente interessante, cada empresa tem um histórico de progressão de custos operacionais, analisando seus balanços, pode-se ver o quanto se gastou a mais em cada periodo de tempo, tanto em despesas fixas quanto nas demais despesas operacionais.

Vamos supor que nossa empresa tenha uma progressão de 3% ao mês, de aumento em custo operacional (o que é muito pouco em se tratando de uma agência digital em expansão), e esta seja nossa taxa minimamente atrativa. Temos um recurso simples de matemática financeira chamado VPL (Valor Presente Líquido), esta métrica, é obtida calculando o valor presente de uma série de fluxos de caixa como base em uma taxa minimamente atrativa.

Neste ponto meus amigos, peço perdão pela necessária aplicação da fórmula, ja aplicada aqui em formato excel  (não sou grande fã da matemática!) Prometo ser o mais objetivo possivel:

Valor Atual de cada prestação = prestação/POWER((1+taxa decimal); período)

Desta forma, em nosso fluxo de caixa do projeto, temos :

Fluxo de Pagamento

Expresso em R$

T1

9970,09

T2

9940,27

T3

9910,54

T4

9880,89

T5

9851,34

T6

9821,87

T7

9792,50

T8

9910,54

T9

9763,21

T10

9734,01

TOTAL

98.575,25

 

VPL = R$ 98.575,25 -  R$ 100.000,00 =  - 1424,25

Sempre que o VPL resultar em valor negativo, o retorno do projeto está abaixo do esperado, logo tu deves reajustar os teus custos a serem diluidos a longo prazo para que não haja prejuízo no investimento.

Sempre que o VPL for positivo, o projeto deve ser aceito, porque além de contemplar a estratégia de lucratividade da empresa a longo prazo, resulta no retorno esperado para o crescimento da empresa. E se for igual a zero, não existe prejuízo financeiro no investimento, cabe a estratégia de cada empresa decidir se é ou não interessante a execução do projeto em questão.

O VPL nos da uma visão interessante de perdas e ganhos no projeto antes mesmo de ele iniciar, cabe a cada organização definir sua taxa esperada de retorno mínimo no investimento, para isto ela precisa se conhecer muito bem, manter um histórico de seus projetos para cada vez mais saber mensurar o esforço de cada projeto com a maior exatidão possivel.

Existem dezenas de outras métricas possíveis de serem aplicadas, tenho observado que de inúmeras formas podemos e devemos prever os custos que temos em nossos projetos, para efetivamente torná-los casos de sucesso.

postado por Tiago Flôres Dias 8/12 às 11:22
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