A BiTS criou a landing da promoção do Guaraná Antartica de Portugal que vai trazer os gringos para curtir o carnaval no @Rio …
Um projeto bem simples mas com seu toque de charme.
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Um projeto bem simples mas com seu toque de charme.
A Trident criou esta ação diferenciada para lançar “Trident Layers”, novo chiclete definido como “camadas de puro sabor da fruta”. O que chama atenção é a simplicidade da temática, inserida neste novo universo de publicidade e propaganda, aonde tudo ja foi feito , modelado, animado e renderizado.
É só colocar uns carinhas cantando um musical da broadway no super mercado e observar a reação das pessoas.
Show de bola.
Ahh o verão… é neste clima de mudança que a Bits lança o novo site da Guria do Sul , clique na imagem e confira


Escrever com medo é um problemão e é assim que me vejo atualmente, com medo da escrita. Não, eu não tive nenhuma experiência que me causasse trauma, o medo iminente foi causado pela reforma ortográfica que entra em vigor dia 1º de janeiro de 2009. E que problemão! Tanto que resolvi postar sobre o assunto aqui no blog da Bits, afinal a parte escrita também é super importante pra empresa e, convenhamos, tenho que puxar a brasa pro meu assado também. Então, com licença.
A preocupação com a escrita, para quem trabalha com texto, é sempre superior do que a das pessoas que, diferente de nós, não tem o texto como ganha pão. Todo cuidado é pouco, um simples erro na grafia ou um descuido bobo pode ser terrível. Tem aqueles erros que doem na alma quando se lê, acho que assim como eu, todo jornalista e/ou redator faz um semi-escândalo quando vê algo do tipo. Pior ainda, quando somos nós que escrevemos errado, cometemos errinhos ou erros absurdos e nem nos damos conta, quando alguém vê antes e alerta, é vergonhoso, pelo menos pra mim é, e como! Mas acontece, errar é humano mesmo e ninguém está livre.
Uma série de coisas já passaram pela minha cabeça desde que saiu a assinatura da reforma… terei de corrigir os textos que escrevi anteriores a esta data (1º/1)? Como me reeducar a escrever sem determinados acentos? A não usar mais o trema? Quando usar e quando não usar o hífen? Afinal muita coisa mudou. Até que se torne automático, vai ser mega chato, vou ter que estar sempre atenta ao manual. Também o fato de que muitas palavras quando escritas vão parecer erradas, como era o caso do pára e para, verbo e preposição respectivamente, que agora não existe mais, é só um jeito a escrita, para e pronto para verbo e preposição. Horrendo!
Mas o que achei pior ainda é a extinção do acento das palavras terminadas em êem e ôo(s), como abençôo, crêem, lêem , vêem – já era! Agora fica tudo sem acento, tenebroso! Talvez eu esteja fazendo uma tempestade, mas a adaptação creio eu, será um pouco difícil, até porque, fica a sensação de que está tudo errado. E não para (já sem acento) por aí, tem a questão dos verificadores dos editores de texto, como o Word que eu mais utilizo. Procurei a respeito e segundo informações divulgadas pela própria Microsoft, as atualizações não tem ainda data prevista, entretanto, vão ser feitas e não serão pagas, menos mal.
Sobre o acordo:
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa se restringe a ortografia e não a fala, poderia ser pior. Foi assinado em Lisboa em 16/12/1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste. No Brasil foi aprovado em 18/04/1995. E é a primeira etapa para a pretendida unificação ortográfica dos países citados. Serão cerca de 0,5% das palavras com alteração de grafia no Brasil, o inicio é em 1º de janeiro e vai gradativamente até 2012. Ah! K, W e Y voltam ao nosso alfabeto, que agora passa a contar com 26 letras.
Neste fim de semana, terminei de ler o livro Cultura da Convergência, do americano Henry Jenkins. Publicado pela New York University Press em 2006, o livro foi recentemente traduzido para o português pela editora brasileira Aleph.
Jenkins é fundador e diretor da área de Estudos Midiáticos Comparados no MIT, e já escreveu diversos livros sobre fanficion, cultura gamer e outros assuntos ligados à maneira como interagimos com a cultura pop que consumimos.
O livro parte da idéia de que as novas tecnologias (internet, videogames) não vão substituir as mídias tradicionais (televisão, cinema, livros), mas vão interagir com estas em um sistema complexo batizado por Jenkins de “cultura da convergência”. O objetivo do livro é explicar como a convergência está impactando no relacionamento entre públicos, produtores e conteúdo.
Jenkins explica que esta nova realidade não significa que todos passaremos a utilizar apenas um equipamento de hardware para ter acesso a este “ambiente convergente”. Mais do que isso, o conceito está ligado a uma mudança de comportamento; muito provavelmente, continuaremos a utilizar diversos dispositivos – computador pessoal, videogame, telefone celular – para participar ativamente da construção de uma “inteligência coletiva”. Jenkins utiliza, como exemplos desta construção, as séries de TV Survivor e American Idol e as franquias de cinema Matrix e Harry Potter. Nestes casos, o envolvimento dos espectadores com as tramas fez com que surgissem milhares de comunidades na internet, interessadas em discutir as séries, trocar informações, escrever ficção baseada nos personagens e especular sobre o futuro das franquias. Estas comunidades acabaram se tornando parcialmente responsáveis pelo sucesso das séries, já que garantem a exposição contínua destas marcas. A convergência não acontece no conteúdo – que continua a existir no cinema, na tv e na internet – mas nas mentes das pessoas.
Através destes exemplos reais, Jenkins consegue demonstrar seu ponto de vista de maneira simples e objetiva, sem perder a rigorosidade. Ao apropriar-se de conceitos de diversos autores e áreas do conhecimento, Jenkins já personaliza o usuário da convergência – não tem medo de quebrar hierarquias, combinar conceitos diferentes e passear com tranquilidade entre áreas diferentes. Leitura recomendada para todos os interessados em comportamento do consumidor, cultura e tecnologia.
Impressionante! Isto realmente virou um assunto interessante, até então eu achava que esta discussão: diferenças entre agências offline e online, era apenas uma conversa de bastidores sem grandes pretensões. Até hoje(11/12), data em que fui ao F5 da Agadi (Associação Gaúcha de Agências Digitais), da qual somos membros e vi as proporções que tudo isto havia tomado.
A simples iniciativa de se discutir abertamente sobre este assunto em um evento, mesmo que esta não fosse a temática principal, torna tudo que vou dizer muito necessário.
Toda a iniciativa do evento merece ser aclamada pela qualidade das pessoas envolvidas e pelo conteúdo das discussões feitas, sem estas eu provavelmente não estaria escrevendo este post.
No evento em questão, houve uma exposição excelente de como grandes idéias são maiores e mais relevantes do que o meio, de como grandes campanhas partem de idéias para enfim atingir seus públicos, não importando o meio nas quais elas efetivamente ocorram.
Eu estava impressionado com a qualidade das exposições e com os cases apresentados, foi então que para resumir um pouco o que pretendo explanar, ouvi mais ou menos se dizer que - o usuário vive no mundo dele, as experiências dele – esta discussão entre off e on não tem nada a ver! (Mais ou menos isto! Com um pouco de licença poética evidentemente). Ahhh Confesso que fiquei, com o perdão da palavra, desbundado.
Tenho evitado ser polêmico, geralmente procuro ser o mais despercebido da sala, tento fazer a lição de casa, ser sempre um bom ouvinte! Mas justo eu, que até agora não via nada de interessante nesta discussão entre on´s e off´s comecei a me interessar… vapt! vupt!
É meio óbvio que o usuário vive o mundo dele e tem as experiências dele, evidentemente, de várias formas se comunica e interage com o mundo exterior, seja digital ou não, o que não me parece muito certo, é não termos claro em nossas mentes que estas experiências dependem SIM, do meio no qual ele interage. Em resumo, o meio influência em tudo!
Vejam só o que eu penso a respeito do assunto… imaginem o mundo das idéias perfeitas, grandes e excepcionais… latentes como batatas quentes prontas para saltar no colo de qualquer um… mas sem um meio através do qual elas chegariam a seus destinatários… Este mundo, meus amigos, não existe!
Sem o meio, o indivíduo sequer teria a percepção de si próprio, sequer conseguiria construir idéias, pois a base da idéia é a experiência com o meio exterior (Gancho de filosofia). O próprio meio se reinventa através das idéias, os meios básicos através dos quais nos comunicamos instintivamente, nos proporcionam a base para construirmos os demais meios, e estes meios por si, são a forma com a qual as idéias se desenvolvem, tão necessários, que a primeira idéia sempre é de como se desenvolver um meio de como nos comunicarmos melhor, mais eficientemente, com o maior número de pessoas possível.
O meio é a forma com a qual tudo acontece. E será, que em um meio convencional, as idéias fluiriam com tanta liberdade e o consumidor teria tanto poder de decisão ou exerceria tanta influência a ponto de ser um produtor consciente de conteúdo, quanto em internet?
Vocês vêem um outdoor fazendo isto? Acredito que nem mesmo em um episódio dos Jetsons!
Considerando que até aqui eu fui extremamente óbvio, será que o indivíduo não o é? Mais do que isto, influenciado de tal maneira?
Será que o meio é este agente passivo das idéias? Será que ele como instituição não interage redefinindo o jeito de pensar do indivíduo? Há muitos anos se fala de como os meios de mídia convencional influenciam o comportamento do indivíduo. De como a emissora A influenciou a decisão pelo candidato B.
Será que em Internet isto não seria igual? Será que o carinha que começou a desenvolver uma cultura de internet não sofre um revolução pessoal a qual redefine a forma dele de pensar e agir a ponto de ele se tornar uma pessoa diferente?
E, para não escapar do foco principal em questão, será que o perfil da agência que tenta entender o que este novo consumidor quer, não tem que ser diferente?
Como fazer de conta que tudo que acontece no mundo não é tendência, ignorar o fato de que até mesmo os expositores deste evento, eram sim mentes pensantes de agências digitais, que a cada dia crescem mais aos olhos atentos das agências convencionais.
Como ignorar que somente com a internet as cartas dos leitores da Mad deixaram de ser comentários de fim de revista para se tornar a leitura principal e de que a cara das pessoas que compõe este perfil de negócio é sim diferente dos da agência convencional.
Acho que é este o caminho, as coisas mudam , as instituições antigas perdem força, sucumbem e surgem outras formas. Olhem os HotShops se espalhando pelo mundo! Será que uma sociedade tão líquida aonde pouco importa o formalismo e sim o conteúdo e interesses do indivíduo não seria o crepúsculo do velho jeito de se fazer publicidade anunciando um novo modo de se fazer e pensar?
As campanhas vão sempre ter aplicações em diversos meios, mas a mudança do meio é sim reflexo da mudança da sociedade. Um dia o carinha do jornal achou que rádio era coisa do demônio e o carinha do rádio achou que tv iria talvez robotizar as pessoas, mas o que ambos não acreditavam e que era a mais absoluta verdade, era que o mundo ia ser tão influenciado por estes novos meios de comunicação a ponto dos meios definirem o comportamento das pessoas.
As instituições que criamos , influenciam SIM, e as vezes definem a forma com a qual pensamos. A internet revolucionou e ainda vai revolucionar muito mais a forma com a qual as pessoas encaram sua cultura, seus hábitos e até mesmo suas opiniões.
Principalmente, porque ela está aberta ao inconsciente coletivo, a vontade dela, não está vinculada a grandes corporações. Ela é moldada por milhares de mentes independentes pensantes e ninguém pode prever onde este conjunto infinito de possibilidades pode nos levar.
Acreditem amigos, isto não se trata de um elogio, pois creio que temos muito a aprender com eles.
As Agências Digitais, em um quesito, são inquestionavelmente idênticas, todas elas são empreendimentos administrados para gerar lucro, operar com custos e executar projetos. Enquanto empresas que são, devem buscar se tornar lucrativas, rentáveis, interessantes aos olhos dos investidores, colaboradores e clientes.
Uma questão que sempre assombra o administrador destas empresas é a seguinte pergunta : “ Será que em meio a tantas dinâmicas do mercado e tendo em vista as decisões que tomei, será que mesmo assim minha empresa é lucrativa? Será que a rentabilidade real de meus projetos é satisfatória?”
Dentro das aulas do MBA, tenho testemunhado colegas e profissionais, que como eu, buscam aplicações práticas a toda bagagem teórica que recebemos. Não poderia eu, deixar de tentar encaixar no perfil do meu negócio, tudo que se aplica a um universo de empresas dos demais setores, boas tradições devem ser levadas adiante, refletem o fato de que novos negócios também se solidificam com conhecimentos antigos.
Baseado nisto, arrisquei postar este artigo, sobre como podemos aplicar métricas de retorno de investimento nos projetos de internet.
Quem pode dizer que em algum momento da vida, não foi a uma loja do comércio e fez uma compra a prazo? Eu tenho boas lembranças da minha época de faculdade, quando a grana era tão curta que a única forma de se adquirir algo, era em suaves e infinitas prestações.
Nenhuma empresa aplica uma lógica diferente em suas operções seja ela de comércio, industria ou serviço, se não for a de capitalização através de juros remuneratórios, não existe ilusão de juros zero, em um momento ou outro da concepção do preço alguém parou para ver como embutir, omitir, repassar e até mesmo aumentar, a carga de juros no valor do produto ou serviço.
Não se trata de simplesmente imputar juros como uma segunda forma de ganhar dinheiro, mas sim como uma forma de mensurar o posicionamento daquele investimento, enquanto comparado a todos os demais investimentos do mercado. O projeto consome recursos e nem sempre isto se da no mesmo tempo em que a verba é liberada pelo cliente.
A Matemática financeira nos auxilia neste ponto, onde precisamos enxergar o quanto aquele investimento nos valeria se fosse efetuado de forma imediata.
A primeira coisa que precisamos ter em conta, é se o consumo dos recursos do projeto se dá de forma imediata ou se ele se dá a longo prazo.
Supondo que em um projeto se tenha uma receita de R$ 100.000,00, ja aplicada a estratégia de lucratividade, a qual se pretende diluir em um fluxo de caixa em dez pagamentos sucessivos de R$ 10.000,00 por mês, e que o consumo destes recursos e aquisição de materiais ocorram de forma imediata, no primeiro mês do Contrato. Como ter certeza de que este projeto esta bem orçado ?
Primeiramente é preciso achar uma taxa, minimamente atrativa (TMA - Taxa de Custo Oportunidade). Neste ponto , entram várias questões de estratégia empresarial diferentes. Aqui vou considerar uma, que para mim tem sido extremamente interessante, cada empresa tem um histórico de progressão de custos operacionais, analisando seus balanços, pode-se ver o quanto se gastou a mais em cada periodo de tempo, tanto em despesas fixas quanto nas demais despesas operacionais.
Vamos supor que nossa empresa tenha uma progressão de 3% ao mês, de aumento em custo operacional (o que é muito pouco em se tratando de uma agência digital em expansão), e esta seja nossa taxa minimamente atrativa. Temos um recurso simples de matemática financeira chamado VPL (Valor Presente Líquido), esta métrica, é obtida calculando o valor presente de uma série de fluxos de caixa como base em uma taxa minimamente atrativa.
Neste ponto meus amigos, peço perdão pela necessária aplicação da fórmula, ja aplicada aqui em formato excel (não sou grande fã da matemática!) Prometo ser o mais objetivo possivel:
Valor Atual de cada prestação = prestação/POWER((1+taxa decimal); período)
Desta forma, em nosso fluxo de caixa do projeto, temos :
|
Fluxo de Pagamento |
Expresso em R$ |
|
T1 |
9970,09 |
|
T2 |
9940,27 |
|
T3 |
9910,54 |
|
T4 |
9880,89 |
|
T5 |
9851,34 |
|
T6 |
9821,87 |
|
T7 |
9792,50 |
|
T8 |
9910,54 |
|
T9 |
9763,21 |
|
T10 |
9734,01 |
|
TOTAL |
98.575,25 |
VPL = R$ 98.575,25 - R$ 100.000,00 = - 1424,25
Sempre que o VPL resultar em valor negativo, o retorno do projeto está abaixo do esperado, logo tu deves reajustar os teus custos a serem diluidos a longo prazo para que não haja prejuízo no investimento.
Sempre que o VPL for positivo, o projeto deve ser aceito, porque além de contemplar a estratégia de lucratividade da empresa a longo prazo, resulta no retorno esperado para o crescimento da empresa. E se for igual a zero, não existe prejuízo financeiro no investimento, cabe a estratégia de cada empresa decidir se é ou não interessante a execução do projeto em questão.
O VPL nos da uma visão interessante de perdas e ganhos no projeto antes mesmo de ele iniciar, cabe a cada organização definir sua taxa esperada de retorno mínimo no investimento, para isto ela precisa se conhecer muito bem, manter um histórico de seus projetos para cada vez mais saber mensurar o esforço de cada projeto com a maior exatidão possivel.
Existem dezenas de outras métricas possíveis de serem aplicadas, tenho observado que de inúmeras formas podemos e devemos prever os custos que temos em nossos projetos, para efetivamente torná-los casos de sucesso.

É sempre um desafio escrever sobre como alguém deve ou não fazer para obter sucesso em seu negócio, sobretudo quando falamos de um setor tão dinâmico como o mercado de agências digitais.
Tentar escrever sobre um assunto no qual existe tantas pessoas com idéias interessantes, as quais ja tiveram várias iniciativas criativas na tentativa de mapear os processos de trabalho e desenvolvimento de suas empresas, sempre gera polêmica e questionamentos que talvez eu ainda não consiga responder. Mesmo assim tomei a iniciativa de desafiar este “corredor polonês” para expor alguns conceitos que julgo interessantes, com a idéia de que sejam avaliados, mais como uma tentativa de um fórum de discussões, do que propriamente referência de alguma coisa.
Todas as agências digitais em seu processo de maturação ja experimentaram, umas mais que outras, o envolvimento com alguma metodologia e processo de gerenciamento de projetos. Por um bom tempo o PMI serviu de diferencial, quase que um selo de qualidade para algumas empresas, mesmo pouco se aplicando de seus conceitos.
A esta altura pode-se imaginar, que este seja mais um texto de critica a esta postura, podem estar certos que não é. Primeiro, porque acredito que todas elas o fizeram realmente buscando melhorar seus processos internos, otimizar custos e melhor a qualidade do trabalho desenvolvido. Segundo, porque sei bem que é inviável se aplicar um processo convencional de gerenciamento de projetos em uma agência digital. Mas então sobre o que é este texto? Algum tipo de pratica niilista que leva a lugar algum? Também afirmo que não é isto, e sim uma atitude progressiva, no intuito de buscar uma solução inovadora para o setor e para o perfil de negócio que vem crescendo absurdamente nos últimos anos.
Imaginem uma empresa de internet estruturada, com Atendimento, Planejamento, Gerenciamento de Projetos, Gerenciamento de Tecnologia, Direção de Criação, Produção de Design e Tecnologia. Imaginem neste mundo perfeito, o projeto entrando com estimativa de esforço qualificada, termo de abertura (Project Charter) identificando os responsáveis pelo projeto (stakeholders), passando por uma declaração preliminar de escopo, depois por um documento de gerenciamento de tempo, escopo, riscos, custos, qualidade, integração, comunicações, aquisições, um extenso WBS (Estrutura analítica do projeto) gerenciando os entregáveis que compõe o produto final deste projeto.
Agora… imaginem este diálogo:
tuúúúúu …. túuuuuuuu ….
Interlocutor1: – Alo?
Interlocutor2: – Alo? Tiago? E aí Mestre, Blz?
Interlocutor1: – Blz!
Interlocutor2: – Aqui é o Johny da XwZY Comunicação, blz? To te passando um briefing, super tranquiloooooo, por e-mail, me passa até meio dia o custo deste Hotsite, superrrrr fácilll.
Interlocutor1: (Neste momento, mil coisas passam pela mente humana antes do conformismo selado por um estridente )- beeeeeleeeeezaaaa!
Evidentemente, não me cabe mudar a cultura geral do mercado. Defendo a cultura de respeito e entendimento do cliente no mercado de internet, mas vivemos o dia-a-dia e é tendo em vista a realidade e não o mundo ideal, que pratico esta análise.
Não bastasse o fato de assumirmos projetos com prazos absurdos e escopos mal formatados, ainda assim, cobramos uma postura pró-ativa do recurso sem ao menos lhe dar a possibilidade de compreender o contexto do projeto no qual estão inseridos, para que eles mesmos compreendam que os custos não justificam o esforço ou demandam um esforço mais do que, o que atualmente esta sendo dispendido.
É preciso compreender as expectativas do cliente, as necessidades internas dos recursos e conciliar este universo em uma solução imediata.
Em uma metodologia convencional de gerenciamento de projetos, nos preocupamos demais com o processo e esquecemos as pessoas que executam o trabalho. As metodologias ágeis são focadas em quem executa o trabalho: seus talentos, a própria formação do time, são requisitos básicos do Scrum Agile Process, metodologia a qual pretendo focar minhas aferições.
Adaptar-se é regra, sem exceções
Não pretendo ser menos óbvio! Nós nos adaptamos ao perfil do mercado, não impomos um modus operandi, não dizemos a quem investe naquilo que fazemos, que ele deve fazer um curso intensivo de processo de produção em internet para entender a complexidade de mensurar custos e alocar recursos qualificados para executar o trabalho. O problema não está em quando aceitamos que o cliente não enxergue a complexidade de nosso trabalho, mas sim, quando nós mesmos esquecemos o quão complexo ele é.
Orçar é preciso! Leis de Mercado operam sem dar satisfação para ninguém
Não importa o quanto falte informação ou quanto risco se corra, o orçamento sempre sai, e esta para mim tem sido a parte mais divertida de trabalhar com internet. Ja peguei empresas de perfil semelhante, bem posicionadas no mercado, orçando projetos parecidos de 6.000 a 60.000, jogando dados com os custos ou desesperados para cumprir metas comercias absurdas, algumas outras reduzem o custo de ultima hora:
- Olha amigo te orcei o projeto em 25 mil, mas consegui um super desconto com a diretoria e irei fazer para ti, somente para ti, por 5.700.
Não importa o quanto isto pareça irônico, não é uma critica a postura comercial destas empresas, é a denúncia de um problema maior que é o de não enxergarmos o custo real do nosso trabalho e de não conseguirmos nos posicionar com relação as praticas absurdas do mercado. E quando não enxergamos o quanto valemos, nos igualamos àqueles que “queimam mercado” com praticas anti-profissionais.
A realidade é que em internet muitos crescem de forma desregrada. Estes criam estruturas mal planejadas e obviamente, erram nos custos dos projetos, que acabam por virar prejuízos ambulantes, como morto-vivos que ninguém ousa falar o nome.
O que precisamos entender é que, embora o orçamento tenha que sair, podemos decidir o jeito e o que ele nos obriga a fazer. Mesmo que o cliente torça o nariz no inicio, eu tenho observado, isto em uma taxa de 90% das vezes, que honestidade é melhor do que ilusão.
Uma situação que pode bem ilustrar o que digo, é quando se fala de um projeto de sistema (adoro sistema!). Imagine que o cliente quer um cadastro de clientes, mas ele precisa do orçamento para hoje! Ele sabe te dizer quais os campos, interface, qual é o banco de dados, middleware, mas não sabe te dizer, quais as regras de negócio ocultas em um sistema XPTO, que tu “deve” replicar a inclusão.
A Resposta mais direta a este problema é KISS – KEEPITSIMPLESTUPID. Orce a implementação do cadastro todo funcional em um curto espaço de execução, gere um custo, aprove e execute o trabalho. Mantenha no Scrum (Equipe do Projeto) alguém como referência para estimar o esforço deste sistema XPTO, e no próximo meeting, ja com o cadastro funcional e aprovado pelo cliente, orçe o custo do que falta.
O Cliente não consegue enxergar o esforço de entendimento do projeto, se consegue, enxerga como um problema da empresa que produz (overhead), ou seja, zona morta de custo que não pode ser cobrada, e se o que ele quer, ele mal consegue explicar, muito provavelmente ele não precisa tanto assim daquilo imediatamente, ou seja, melhor dividir para conquistar.
Não digo que não exista a possibilidade de mensurar riscos ou estimar esforços baseado em impressões, apenas não acredito que isto possa vir a ser regra, e sim exceção e deve ser dada a máxima transparência ao cliente de tudo isto.
Em um processo ágil de desenvolvimento, o trabalho preliminar é executado enquanto a parte funcional conhecida é feita. Assim, o retorno ao investimento do projeto é rápido e o cliente é livre para executar com quem ele quiser a parte que quiser do escopo.
Menos documentos e mais rigidez
Bom, supondo que consigamos resolver o problema do orçamento, como se formaliza as informações? Pilhas de documentos? Em um processo ágil se perde pouco tempo com muitos documentos. Busca-se um meio termo entre o caos da burocracia e a ausência completa de processo, contudo a documentação que existe deve ser sempre atualizada e a rigidez das informações nela contidas devem ser sempre observadas. Resumidamente: os documentos devem sempre condizer com a realidade do projeto!
O Foco aqui é na iteração entre o cliente e o produto e no constante incremento deste. Atentar para a supervisão do trabalho dos recursos e acompanhamento eficaz das atividades, visando sempre eliminar os impedimentos. Burocracia leva as empresas, a projetos com grandes custos, longos prazos, baixa qualidade e lucratividade, sem falar em pouca ou nenhuma satisfação do cliente.
Super GP!
A figura do Gerente de Projetos é vital em um processo ágil, se não for com alto grau de poder de decisão no projeto, é carta fora do baralho. O GP é o responsável pelo sucesso e fracasso do projeto, principalmente quando se trata de internet, onde tudo é e muda muito rápido.
Se ele for apenas um mandatário e não achar que a pele dele está a prêmio caso o projeto dele vá para o buraco, é um mau negócio para a agência.
Por isto, em um processo ágil, como o Scrum, ele é o Scrum Master, lider do time, decisor entre os itens que compõe o projeto e as decisões que tem de ser tomadas para que tudo aconteça.
Versatilidade e Proximidade da equipe este é o caminho!
O Processo ágil opera com times pequenos e versáteis, para que todos os requisitos do produto (product backlog) sejam resolvidos dentro da equipe. O que precisa ser resolvido fora seja feito o mais breve possível pelo Scrum Master, com a mínima intervenção do cliente.
Um analista de sistemas de um projeto, pode muito bem ser o programador de seus componentes, se não for possível, ao menos a proximidade física entre eles fará com que tudo vá mais rápido
Cutting the bulshit off!
Não faça business Bingo, dê transparência ao recurso não dê cifras, mas dê sua expectativa de custos com o projeto (Ah ! Quero gastar pouco! Tem pouca verba). Uma criação leva de 1 a X dias, depende do feeling que tu passas para o recurso e, no momento que este feeling se perde no atendimento, toda a lucratividade do projeto pode estar comprometida.
As necessidades são infinitas, mas os recursos são limitados
Não existe Cauda Longa em se tratando de recursos humanos, e sim uma limitação natural de tempo que o recurso precisa ficar alocado no projeto. A melhor forma de otimizar a ociosidade é fazendo um acompanhamento rígido das atividades que são realizadas, e com uma equipe compacta no projeto, com um perfil semelhante. Mantê-los trabalhando sempre em projetos similares otimiza o tempo de resposta e faz com que tudo aconteça mais rápido.
Acima de tudo, incentive o envolvimento de todos com o resultado e com a concepção do projeto. Chamem o carinha da TI para ajudar a criar e deixem o carinha do DESIGN dar pitaco no sistema, aprendi com um amigo, que qualquer um pode surpreender, com tudo que se pode fazer quando os outros simplesmente acreditam em ti.
Um assunto que vem rendendo muitas reportagens nos últimos tempos é a queda de vendas da indústria fonográfica e a possível substituição do CD. Lembro que alguns anos atrás, eu (e a maioria das pessoas) passava noites e noites baixando músicas pelo tão odiado Napster. Velhos tempos de conexão discada e de ver os caras do Mettalica amaldiçoando os caras que criaram a então maravilhosa forma de ter musicas de graça no computador. Na época gravar CDs não era tão comum, alias, eram poucas as pessoas que tinham gravadora. E pensar que hoje em dia é só plugar o pen drive no som do carro!!!
Multiplicação de dados no DVD
O fundador e presidente da Microsoft, Bill Gates, aposentou-se na ultima sexta-feira (27). O objetivo agora é dedicar-se à fundação filantrópica “Bill e Melinda Gates”. Gates é considerado pela revista Forbes, a terceira pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 58 bilhões. Para o lugar de Bill, ninguém menos do que Steve Ballmer, agora ex-diretor executivo. Considerado um showman, Steve foi o primeiro gerente de negócios da Microsoft, ele está na empresa desde 1980.
A trajetória de Ballmer é marcada pelo seu jeito irreverente. A descrição dele no site da Microsoft, é de uma pessoa entusiasmada, engraçada, apaixonada e dinâmica. Destaca-se ainda pela liderança na divisão de operações, desenvolvimento de sistemas operacionais, vendas e suporte. Em 28 anos de empresa foi promovido a presidente em 1998 e a diretor executivo em 2000, para então tornar-se agora, o novo presidente. Na sua formação na Universidade de Harvard (onde ele e Bill se conheceram) estão os cursos de matemática e economia.
Gates vai afastar-se da empresa, porém continua sendo o maior acionista (sua participação de 8,7% vale em torno de US$ 23 bilhões) e presidente do conselho, também pretende trabalhar com alguns projetos especiais de tecnologia.